SOBRE OS ANJOS
O fascínio pelos anjos é quase tão remoto quanto o sentimento religioso da humanidade. Sua figura misteriosa, etérea, já inspirou poetas, músicos, cineastas, filósofos. Mas há algumas décadas eles pareciam tão desacreditados quanto as cegonhas, até mesmo entre as altas hierarquias católicas.
Tanto que no Catecismo Holandês, de 1966, passaram a ser vistos como "elemento peculiar da cultura antiga". Curiosamente, ao passo que perdiam pontos entre teólogos da Igreja, os anjos voltavam à popularidade que já gozaram em outras eras.
Nos últimos anos vem acontecendo um revival angélico. Nos Estados Unidos, onde uma pesquisa Gallup revelou que 75% dos adolescentes acreditam neles, proliferam associações e jornais angeológicos. Na Itália, foram organizados vários seminários sobre o tema celestial. No Brasil, segundo pesquisa realizada no ano passado pela Saldiva e Associados Propaganda, 91% da população de São Paulo e Rio de Janeiro acreditam na proteção do anjo da guarda. O que há por trás dessa crença?
A partir da década de 90, que tem sido chamada pelos esotéricos de "a década dos seres de Luz", esses mensageiros de Deus passam a ser cada vez mais presentes na vida do ser humano, atraídos pelas faixas vibratórias de uma nova consciência, que ensaia os primeiros passos rumo às futuras transformações coletivas. Afinal, chegou o profetizado dia em que os anjos entrariam em comunhão conosco, para auxiliar o nosso despertar.
Cabe-nos agora a tarefa de cooperar com eles, como acontecia no princípio dos tempos, quando o homem convivia de maneira natural com esses ministros de Deus. Por isso nutrimos intuitivamente uma atração por eles.
Angelologia é a ciência voltada ao estudo do contagiante mundo dos anjos, os grandes agentes da circulação energética no cosmos.
A palavra "Anjo", é originária do grego angelos, que significa mensageiro, é o ser que estabelece a ponte entre as esferas celestiais e o plano em que vivemos.
Vamos encontrá-los em várias religiões, como o cristianismo, o judaísmo, o budismo, o hinduísmo ou o islamismo, consideram o seu papel de auxiliares do desenvolvimento humano. Curiosamente, os primeiros papas da igreja aconselhavam os fiéis a criarem anjos "artificiais", dada a importância de poder dispor de um canalizador de energia nos momentos de necessidade. Aliás, muitas vezes nós os criamos, até inconscientemente, como formas-pensamento, aplicando a visualização criativa.
Esses verdadeiros seres de luz são classificados por inúmeras categorias de anjos da guarda e permanecem constantemente dentro da sua aura luminosa. É possível que alguém que desempenhe um trabalho muito importante tenha junto de si uma assessoria de anjos transmitindo-lhe energia.
O anjo é um ser essencialmente passivo, e se uma pessoa não for permeável às suas influências, ele jamais interferirá no seu livre-arbítrio.
No fundo, o que ele inspira é amor, a qualidade que abre as portas do coração e da mente dos seres humanos, e o que lhes dá é conhecimento do lar celestial.
Mas quem quiser beneficiar-se com a ação dos anjos em sua vida, e sentir assim uma felicida
de crescente, deve possuir algumas qualidades indispensáveis a qualquer aspirante. Simplicidade, pureza, retidão e impessoalidade são atributos essenciais, além do hábito de cultivar pensamentos, palavras e atos o mais elevados possível e empenhar-se em fazer algo realmente grandioso de todas as coisas, reconhecendo a presença divina dentro do seu cotidiano.
Embora a popularização do assunto venha trazendo ao público várias representações dos anjos, a verdade é que eles não têm forma, pois constituem uma vibração, uma quantidade de fluído cósmico. A entretanto, podem apresentar-se ao observador por meio de uma imagem os identifiquem a partir de informações da sua própria mente. Outras vezes aparecem como grandes formas ovais concêntricas de luz ou clarões sem forma.
Os anjos do lar, por exemplo, atingem aproximadamente dois metros de altura e costumam postar-se num dos ângulos da casa, que se torna o melhor lugar para uma pessoa ler ou descansar, para uma planta vicejar ou um cachorro dormir. Para comunicar sua presença, os anjos podem produzir luzes coloridas, aromas sutis ou ainda emitir uma música de rara beleza, originada nas esferas superiores ou no suave ruflar de suas asas.
Dentro da hierarquia angélica definem-se nove coros celestiais, na seguinte ordem:
Serafins: são descritos com seis asas e envolto por chamas de fogo, têm poderes de purificação e iluminação, difundem o princípio da vida universal e manifestam a glória de Deus. Uriel é seu líder.
Querubins: trazem penas de pavão cheias de olhos, simbolizando a onisciência divina. Zelam pela ordenação do caos universal, pela sabedoria, e nos ofertam o conhecimento e as idéias. Jophiel é seu líder.
Tronos: identificados por uma roda de fogo, cuidam do trono de Deus e apresentam o sentido de união ao homem. São liderados por Japhkiel.
Domínios: almejam a verdadeira soberania e têm no cetro e na espada seus símbolos do poder divino sobre a criação. Afloram no homem a força para subjugar o inimigo interior. Zadkiel é seu líder.
Virtudes: expressam a vontade de Deus e zelam pelo reino mineral, oferecendo discernimento ao homem. São liderados por Haniel.
Potestades: são representados com espadas flamejantes. Responsabilizam-se pela ordem e protegem a humanidade dos inimigos exteriores. Zelam pelos elementos água, terra, fogo e ar. Raphael é seu líder.
Principados: portam cetros e cruzes e vigiam as lideranças, pois atribuem ao homem a submissão. Têm responsabilidade sobre o reino vegetal. Chamael é seu líder.
Arcanjos: também conhecidos como espíritos planetários lideram os anjos e são responsáveis pelo reino animal. São liderados por Miguel.
Anjos: são seres de luz que zelam pela gênese do homem e seu desenvolvimento espiritual, sem ocuparem postos ou desempenharem atribuições especiais nas fileiras do exército celestial.
Existem pesquisadores da angelologia que estabelecem diversas outras categorias, conforme suas experiências de contato intuitivo com os anjos em suas missões junto ao homem. De acordo com eles há anjos embelezadores da vida, anjos psicológicos, anjos do momento e anjos pessoais, para citar alguns dos mais comentados.
A música e a beleza são as dádivas desses seres, os canais de expressão de toda qualidade e movimento divinos, pois o belo é de natureza sagrada e nele reconhecemos a presença de Deus. Assim, existem anjos da música, da arte, da cor e da forma presidindo o trabalho de artistas, inspirando pessoas sensíveis à sua influência.
Os anjos não desejam ser adorados nem exigem rituais sofisticados em troca do que têm a nos ofertar. Se você quiser invocá-los, parta do princípio de que o amor é a condição básica para tê-los por perto, para permanecer em comunhão com a alegria, a luz e o poder que deles emanam. Se desejar promover um sentimento de fraternidade e paz em sua casa, uma idéia é oferecer aos anjos do lar um pequeno altar, que poderá perfeitamente permanecer exposto como um arranjo decorativo, invocatório.
Prepare-o com essa intenção, reunindo cristais, flores, incenso, água, uma vela ou o que mais achar importante, e componha esses elementos ao seu bel-prazer, com o pensamento voltado para o que irá pedir às forças angélicas, e assim eles se farão presentes.
obs.: Lembre-se: aquele que acredita no divino é porque o traz dentro de si.
A ciência respeita os dados, e os dados
maiores de qualquer abordagem prática
são os resultados. O problema real da TVP
(Terapia de Vida Passada), é quanto à sua
eficácia. A TVP é ameaçadora. Não para
os pacientes, mas para outros terapeutas
com mentes fechadas e resultados parcos.
Hermínia Prado Godoy.
(Osvaldo Shimoda)
Os espíritos de luz muitas vezes nos acompanham em várias existências. E todos nós temos nossos espíritos protetores. As religiões dão para eles várias denominações: espíritos protetores, guias espirituais, seres de luz, anjos da guarda, mestres de luz, guardiões, mentores espirituais, etc. Por outro lado, todas concordam num ponto: são seres cuja missão é aconselhar, orientar e mostrar o melhor caminho, mas sem impor nada, respeitando – evidentemente - o livre arbítrio da pessoas. E como eles se manifestam? Eles se fazem ouvir por meio da intuição e dos pensamentos.
Em meu consultório, quando o paciente entra em transe hipnótico (ondas cerebrais alfa), estas intuições vêm de forma clara por meio de orientações e aconselhamentos profundos. É muito comum o paciente ser tomado por uma emoção indescritível pela presença desses mestres de luz. O prazer de se comunicar com eles é muito intenso. Beber da fonte da sabedoria deles é muito gratificante para ambos – paciente e terapeuta.
A presença desses seres é relatada também por outros terapeutas. O mais conhecido é o descrito pelo Dr. Brian Weiss, psiquiatra norte-americano, em seu livro Muitas vidas, muitos mestres, que se tornou um best-seller em muitos países. Ele relata o caso de uma sua paciente intitulada Catherine, que recebeu constantes mensagens dos mestres nas sessões de regressão. Através da paciente, os espíritos de luz revelaram segredos sobre a vida e a morte com profunda sabedoria.
Em transe alfagênico (ondas cerebrais alfa), Catherine revelou também fatos pessoais do terapeuta somente conhecidos por ele. As mensagens reveladas por esses mestres de luz, acabaram por transformar profundamente a vida da paciente e do terapeuta.
O Dr. Patrick Druot, outro conhecido terapeuta, autor do livro Nós somos todos imortais, leva tão a sério a existência desses mestres de luz que pede ao paciente evocar em voz alta ou em pensamento, a presença e a proteção deles antes de iniciar uma regressão.
O Dr. Stanislav Grof, um dos principais precursores da psicologia transpessoal, relata em seu livro Além do cérebro: São exemplos comuns nas sessões de regressão as experiências de encontro com espíritos de pessoas mortas ou entidades espirituais sobre- humanas. Muitos de meus pacientes no início ou no transcorrer do tratamento, recebem orientação desses espíritos de luz.
Gostaria de relatar um caso muito interessante de uma paciente, cujo mentor espiritual se manifestou numa das sessões de regressão.
Caso Clínico - Desconfiança do amor dos homens
Mulher de 28 anos, solteira.
Veio ao meu consultório para entender o porquê de estar sempre duvidando dos sentimentos dos homens. Cultivava a crença de que os homens não são sinceros e que não gostavam dela verdadeiramente.
Após o rompimento de um relacionamento, ficava irritada, depressiva, sentia-se profundamente solitária e carente. Pensava constantemente em cometer suicídio. Por causa de sua insegurança, se tornou extremamente ciumenta querendo controlar a vida de seus namorados. Evidentemente, por conta disso, os homens acabavam se afastando dela.
Ao regredir me relatou: Vejo um homem de meia idade, usa um chapéu, calça botas pretas. Ele é o meu pai.
Nós estamos numa embarcação. Meu pai quer que eu vá com ele para outra terra. Eu não queria ir mas acabo cedendo ao seu pedido. Eu já perdi muita gente, muitos entes queridos nessas viagens. Eu tinha três filhos, um de cada pai. Perdi dois de meus filhos. O outro está com o pai que mora na França. Eu morei na França mas agora estou no Brasil. Sou francesa, tenho olhos claros, cabelos compridos. Uso roupa branca, bota branca, meus cabelos são loiros, sou branca, bem magrinha. Vejo agora um menino. Ele é o meu primo. Estou brincando com ele no navio... Oh! Meu Deus! (paciente grita). Ele caiu na água e eu pulei para salvá-lo... e a embarcação passou por cima de mim!
O menino estava brincando, foi olhar para baixo, subiu na proa e caiu no mar. O menino tem 4 anos. Meu pai queria que eu fosse junto com ele nessa viagem porque não tinha mais nenhum parente.
Deixei o meu filho com o pai. Eu o peguei com outra mulher. Na verdade, ele só queria o meu dinheiro. Ele não gostava de mim. Já sofri demais com esse relacionamento. Eram só mentiras, traições. Detesto mentiras. Ele tinha muitas mulheres. Saia com elas à noite.
Peço em seguida para que a paciente vá para o momento de sua morte nessa vida: Veio o desespero quando a embarcação passou por cima de mim. Vejo o meu corpo afundando nas profundezas do mar. Meu pai fez muitas buscas. Tudo em vão. O meu corpo ficou no fundo do mar.
Para onde você vai após a sua morte física? Pergunto.
“Vou para um lugar muito bonito, cheio de flores. Vejo agora um lugar com paredes brancas; é onde eu estava antes de reencarnar na vida atual.
Um homem de cabelos grisalhos e expressão serena e bondosa me diz que eu deveria ter dado mais carinho para o meu filho.
Vejo agora uma mulher vestida toda de preto. Foi ela que me induziu em pensamento para eu me jogar no mar para salvar a criança. O menino não morreu, acabou se salvando. Reconheço esta mulher como a esposa de meu amante numa vida anterior a essa. Deixei o meu marido para viver com este meu amante. Essa mulher acabou se suicidando pelo fato dele vir morar comigo.
Ela morreu com muito ódio, jurando vingança. Sinto a presença dela aqui no consultório. Sinto também a presença desse homem bondoso. Agora ele diz que eu preciso me ajudar. Eu tenho que gostar mais de mim, ser feliz para que eu possa ajudar esse espírito obsessor (a mulher de preto), a seguir o caminho de sua evolução.
Ele me diz também que eu nunca gostei verdadeiramente de ninguém, pois queria os homens só para o sexo. É por isso que eu acho que os homens só me querem por prazer sexual e não gostam de mim na vida atual.
Ele diz que muitos homens me amaram em vidas passadas, inclusive na vida presente. Mas trago de várias encarnações essa crença de que os homens não gostam de mim verdadeiramente, por causa do desamor que eu cultivei em relação a mim. Esse homem continua dizendo, que eu nunca assumi os meus casamentos, sempre os destruí praticando o adultério e que não valorizei o meu filho, preferindo viajar com o meu pai, deixando-o com o meu ex-marido. Ele disse que vai me ajudar, mas que talvez eu permaneça sozinha, nesta vida presente. Mas que isso iria depender de mim, de meu livre arbítrio.
Mas virão filhos, ele me garante”.
Subitamente a paciente começa a chorar:
“Não quero voltar, ter filhos, faço qualquer coisa para ficar aqui... (no espaço entre vidas. NDA).
Esse homem me explica pacientemente que é reencarnando novamente no plano terreno que eu iria aprender as minhas lições e que eu tinha condições de voltar, mas que eu não tentasse novamente o suicídio. Ele me diz: “Você sabe muito bem que se matar estará apenas prolongando o seu carma. Três filhos serão o seu carma. Lembre-se: Uma existência é apenas uma gota no oceano. Você tem condições de passar por tudo isso. Sempre que precisar de mim, estarei presente. É só orar”!
Em seguida, peço para que a paciente se sinta no útero materno da vida atual. Ela revive o momento de seu nascimento. Disse-me que não quer nascer e que vem a contragosto.
Após essa sessão, continuamos com o nosso trabalho de regressão. Ela passou por mais 8 sessões e demos por encerrado o nosso trabalho. Pedi para que ela entrasse em contato comigo, caso precisasse novamente de minha ajuda. Cinco anos após o tratamento, para minha surpresa, a paciente me ligou dizendo que se casara com um homem muito carinhoso e que constituíra uma família. Estava com 2 filhos e grávida do terceiro.
ORAÇÃO DOS GRÃOS
Para Ti, Senhor, elevamos a nossa alma.
Nosso Deus, em Ti confiamos: nós não seremos decepcionados, pois a Ti agora entendemos melhor!
De nós não mais escarnecerão nossos inimigos, já que em Tua vibração de Amor agora nós percorremos nosso caminho de volta ao Lar, de volta aos Teus braços.
E é por esperar em Ti que não mais seremos confundidos, pois distinguimos a luz das trevas.
Mandaste, Senhor, o Teu Filho para nos indicar as Tuas veredas e a localização delas: o nosso coração; para nos informar a bagagem que devemos portar na nossa viagem de volta pra casa: o amor, a pureza, a adoração e respeito por toda a Tua criação, a compreensão para com nossos irmãos que também fazem sua viagem, mas que estão em pontos diferentes da caminhada e a quem não temos o direito de julgar.
Temos ciência que por Tua misericórdia, Tu nos dás mais do que merecemos, e que Teu perdão também é para nós.
Já não temos medo das trevas, pois elas são rompidas por Tua Luz.
Já não temos medo da solidão, pois ela não existe.
Tu jamais nos abandonaste, somente somos nós que não nos lembramos que somos filhos de um Pai amoroso, reto e perfeito, que só deseja de nós caráter, honestidade e inocência.
Que nós possamos, Senhor, aprender mais e mais a Te reconhecer em tudo que existe, pois Tu és tudo.
Que nós possamos, Senhor, fazer brilhar cada vez mais forte a Tua centelha que flameja em nosso coração e que nós possamos ajudar com a nossa centelha a dissipar as trevas, abrir as mentes dos irmãos que ainda não Te conhecem.
Agora nós sabemos, Senhor, que queremos realizar o Teu maior desejo: que nós sejamos felizes, e que a felicidade só pode ser alcançada através da fé e da suavidade que é viver em Ti e respeitando a Tua Vontade.
Nós agradecemos, Senhor, por tudo que tens feito por nós enviando-nos as Tuas Legiões Celestiais e nossos Irmãos mais velhos para nos orientar, nos ajudar, nos aconselhar e fazer com que nós cheguemos cada vez mais perto de Ti.
Obrigado, Senhor.TIPOS DE ESPÍRITOS
OS SUSTENTADORES
Sustentadores são aqueles mentores espirituais de luz, amparadores e responsáveis pela estabilidade e proteção dos trabalhos espirituais e mediúnicos. Toda vez que um grupo de pessoas se reúnem na promoção de trabalhos espirituais de caráter socorrista e doutrinário, forma-se no plano espiritual um mesmo grupo correspondente de Mentores Espíritos de Luz para dar suporte, ensinamento e apoio a esses trabalhos.
Todos nós carregamos conosco uma correspondência espiritual, companheiros, amigos, protetores, guias e mentores para suporte de todo tipo, assunto esse que demoraríamos uma obra inteira para abordarmos, o que não é objeto do presente trabalho, entretanto, se faz necessário observar esta correspondência como forma basilar para o que modestamente pretendemos expor.
OS RECÉM DESENCARNADOS E RECÉM SOCORRIDOS
Fato de muita importância e que muitas vezes vem se tornando um conflito para alguns de nossos companheiros doutrinadores é o tratamento doutrinário destinado àqueles nossos irmãos recém desencarnados.
Não oferecem à primeira vista dificuldades de reconhecimento, isto é, são facilmente identificáveis, devendo sempre o doutrinador carregar consigo a cautela devida, para não ser enganado. Manifestam-se, regra geral, pela maneira como se apresentam a partir da incorporação, demonstrando comportamento angustiante, desesperado e confuso, quase sempre não se lembrando do que aconteceu.
Muitas vezes chegam queixando-se de frio, as mãos do médium normalmente tornam-se extremamente frias, isto significa que o espírito ainda está ligado ao seu corpo após a morte, ou seja, ao cadáver e, se disser que está no mais absoluto escuro, com certeza ainda encontra-se no caixão, revelando na conversação a realidade que está vivendo, que está escuro e com muito frio, neste caso o doutrinador deve concentrar-se com muito amor e carinho e oferecer sua mão dizendo que irá puxá-lo para fora do local onde se encontra dizendo que o trará para um lugar quente, iluminando e seguro, porém o doutrinador deve realmente acreditar que estará dando a mão e puxando o espírito para fora do caixão.
O OBSESSOR
• OBSESSÃO: Impertinência excessiva. Idéia fixa, mania.
• OBSESSOR: Aquele que pratica obsessão.
• OBSEDAR: Prática da obsessão. Ficar com um idéia fixa.
• OBSEDADO: Vítima do obsessor
A obsessão é um estado constante que se instrumentaliza através de um processo de vingança. Invariavelmente é perseguidor e vem dotado de um comportamento moralmente deseducado. O espírito perseguidor busca alívio para o seu sofrimento fazendo sofrer aquele que o feriu, tornando-se ambos infelizes e envolvendo ainda outros nas tramas de suas desgraças.
Porém, no plano espiritual tudo está previsto, ao mesmo tempo em que permitem a cobrança de nossas faltas, nos liberam, pelo resgate.
O QUE É UM ESPÍRITO OBSESSOR?
São espíritos embrutecidos pelo tempo. Parados, estagnados, num ódio ou numa obstinação extrema que já quase nem sabem porque. E, na maioria das vezes, já estão cansados, muito cansados desta condição. Apesar de muitos não demonstrarem isto, eles anseiam pelo momento do reencontro com o Pai Maior, por isso cada gota de amor a eles dispensada é muito valiosa.
Esses espíritos são difíceis? Sim. Porém não devemos evitá-los pois é muito fácil doutrinarmos espíritos que já estão esclarecidos, ou os chamados “bonzinhos” , pois eles já estão prontos para irem para a luz. Não que eles não mereçam atenção, porém quando eles chegam, a doutrina deve ser mais rápida. Devemos deixar para nossos irmãos Protetores o maior esclarecimento à eles. Nós devemos apenas conduzi-los à luz. Pois é o que eles querem.
O OBSESSOR POR AMOR
Como já vimos anteriormente um obsessor é um espírito deformado pelo ódio, pela revolta, pela dor, ou até mesmo pelo amor.
Não existem apenas espíritos obsessores pelo ódio, há muitos espíritos há muitos espíritos obsessores pelo amor, pois é muito difícil para eles serem separados de seus entes queridos e principalmente de seu grande amor.
Como sabemos o amor e o ódio estão separados por uma barreira quase invisível, então muitas vezes quando pensamos que um espírito está com ódio do outro, na verdade muitas vezes é apenas um disfarce para esconder a dor do amor não correspondido, de um grande mau entendido ou até mesmo do medo de ter seu amor rejeitado.
A obsessão pelo amor é a pior de todas, pois aquele que ama não pode imaginar e nem aceitar que está atrapalhando seus enter queridos. Ele julga que está ali para ajudá-los, que eles não podem viver sem sua ajuda.
O OBSEDADO
O ser humano objeto alvo do processo de obsessão, ensina a doutrina básica, tratar-se de alguém cujo débito é muito elevado diante da lei divina, uma vez que se presume tratar-se de alguém responsável por comportamentos graves contrários á Justiça Divina, em encarnações passadas.
As ações cometidas contra nossos irmãos, ações essas contrárias à lei divina, de caráter grave ou ainda aquelas ausências de ações quando necessárias e de prejuízo do próximo, carregam consigo gravidade semelhante, sujeitando seu autor aos reveses e á ação incontinente de seus desafetos, desencadeando o processo de resgate.
Fatos como esse ensejam uma relação de vingança corporificando-se a esta altura uma relação obsessiva, que por mais vezes acabam não sendo desenfreadas e levadas a efeito pela própria vítima, em muitos casos já até tendo o fato como perdoado, perdoando, desta feita seu próprio algoz, mas sim exercendo-se por alguém cujo coração foi ferido com referida conduta, não perdoando e obsidiando propriamente dito o causador daquele resultado maléfico, não importando nesse momento a posição da vítima em questão com relação a este feito.
O que quer dizer que mesmo sem a autorização da vítima, pode outro espírito qualquer tomar suas dores, por razões diversas, como pode acontecer nos casos de parentesco ou relações afetivas aproximadas, estando ou não aquele cuja obsessão deve recair encarnado ou não, lembrando-se ou não da ofensa cometida, tão pouco tenha ela ocorrido nesta ou em qualquer outra existência.)
O SUICIDA
Quando o espírito de um suicida vem até nós para ser socorrido ele ainda vive o instante de sua morte, pois quando uma pessoa comete o suicídio ela acha que vai acabar com todos os seus problemas, que poderá encontrar mais rapidamente a tranqüilidade ao lado de Deus, porém, o que ele não sabe é que perante Deus este é um dos piores delitos, pois ninguém pode tirar o que Deus nos deus,. O Dom da vida.
Quando é cometido um desatino destes o espírito é levado imediatamente ao “Vale dos Suicidas” , onde permanece revivendo incessantemente o momento do suicídio até que complete o tempo que ainda teria de encarnado, pois enquanto estamos encarnados é porque temos uma missão a cumprir e quando de súbito, propositadamente a interrompemos, acabamos por mudar todo um processo de vida, não só do espírito que se suicidou mas sim de todo um grupo de espíritos encarnados, pois além de deixarmos de cumprir nossa missão ainda não permitimos que os outros que encontram-se a nossa volta e que necessitariam de nossa ajuda consiga cumprir a sua missão, além do que o suicídio também o impedirá de reencontrar, de pronto, seus antigos afetos e familiares já desencarnados, que ansiava por reencontrar.
Um suicida quando chega a uma sessão socorrista é logo identificado pois uma das características mais comuns é que continua com a arma do crime nas mãos e por mais que tente soltá-la não consegue.
O DEVEDOR
São chamados devedores todos aqueles espíritos que não se perdoam pelos erros cometidos,. Acham que jamais poderão o “premio” de conhecer a luz pois não acreditam serem merecedores. Na maioria das vezes quando chegam até uma “mesa socorrista” eles mesmos se punem, são seus próprios obsessores, alguns se chicoteiam, outros se acorrentam, etc.
Quando explicamos a eles que já receberam a graça da a ocolhida da Luyz eles se recusam a ir dizendo que não são merecedores, que seus crimes foram imperdoáveis e que por isso merecem continuar nas trevas pagando muito mais ainda pelos seus erros, eles anseiam por castigos e dor achando que isto irá purtificá-los.
Eles têm medo de reencontrar suas vítimas achando que elas jamais o perdoarão, pois eles mesmos não se acham dignos de perdão.
A PSICOGRAFIA
• PSICOGRAFAR: Escrever (o médium) o que lhe dita um espírito
• PSICOGRAFIA: Descrição da mente e suas funções. Escrita de um espírito pela mão do médium.
• PSICÓGRAFO: Pessoa versada em psicografia. Médium que escreve sob a ação de um espírito.
Durante um trabalho de mesa socorrista pode-se utilizar vários tipos de trabalhos mediúnicos, porém os mais utilizados são a psicofonia, comunicação mediúnica através da fala, a psicografia, comunicação mediúnica através da escrita.
Às vezes durante um trabalho de mesa socorrista aparecem espíritos que não conseguem se comunicar através da fala e por isso utilizam-se da escrita para comunicarem-se.
Como o doutrinador perceberá que o espírito quer escrever se ele não consegue falar? O doutrinador deve estar sempre atento a tudo o que acontece em um trabalho socorrista. Deve observar todos os movimentos dos médiuns ali incorporados. Quando um doutrinador aproxima-se para o início de uma doutrinação e esgota todos os meios para conseguir se comunicar verbalmente, antes de encerrar a dourtinação deve perceber se o espírito ali presente não está ansioso, nervoso. Normalmente um espírito que quer escrever fica movimentando a mão como se estivesse escrevendo.
PARA SABER MAIS:
INSTRUÇÕES BÁSICAS PARA UM DOUTRINADOR
Autora: Doris Carajilescov Pires
Editora: Madras